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Vereador Norberto Júnior comemora junto com Produtores rurais de Brasnorte a decisão do ministro Flávio Dino em mandado de segurança sobre a Terra Indígena Manoki e reforça que essa batalha ainda não terminou.

  • Publicado em 05/06/2026

Fonte: Assessoria parlamentar

Autor: ASSCOM

Produtores rurais de Brasnorte comemoram uma importante etapa na batalha jurídica envolvendo a ampliação da Terra Indígena Manoki, no município de Brasnorte, Mato Grosso. A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de mandado de segurança apresentado por produtores rurais, suspendeu temporariamente os efeitos administrativos do decreto que ampliou a área indígena, garantindo aos proprietários a oportunidade de seguir lutando judicialmente para comprovar seus direitos sobre as propriedades atingidas.

A discussão sobre a ampliação da Terra Indígena Manoki se arrasta há mais de duas décadas em Brasnorte e tem causado grande preocupação entre famílias, produtores e proprietários rurais da região. Segundo representantes do setor produtivo, são mais de 200 mil hectares de áreas produtivas atingidas pela ampliação, envolvendo propriedades com escritura, matrícula e histórico de posse legítima.

Para os produtores, a decisão representa uma vitória importante, ainda que parcial, dentro de uma longa caminhada em defesa do direito de propriedade, da segurança jurídica e da permanência de famílias que há anos trabalham, produzem e investem no município.

O vereador Norberto Júnior, que acompanha essa pauta desde 2018, destacou que a decisão reacende a esperança dos produtores rurais de Brasnorte. Ao lado da associação APRUB, e da associação Vale do Rio do sangue o parlamentar tem atuado em defesa dos proprietários e já participou de outras mobilizações em Brasília relacionadas a processos de ampliação de terras indígenas no município.

De acordo com Norberto Júnior, a decisão do ministro Flávio Dino abre uma nova oportunidade para que os produtores possam apresentar documentos, matrículas, escrituras e demais provas que demonstram a legitimidade das propriedades rurais atingidas, sempre respaldadas na constituição e no artigo 231 da mesma.

“Essa é mais uma etapa vencida. Os produtores de Brasnorte não são contra ninguém,  muito menos aos povos indígenas mas querem respeito à lei, ao direito de propriedade garantido no art. 5 quinto da constituição e à história de famílias que construíram suas vidas nessas terras. São produtores que têm documentos, matrícula, escritura e que precisam ter o direito de se defender”, destacou.

A Terra Indígena Manoki foi homologada em novembro de 2025, durante evento ligado à COP30, ampliando significativamente a área originalmente reconhecida. Desde então, produtores rurais passaram a relatar insegurança jurídica, prejuízos econômicos e dificuldades para seguir com suas atividades agropecuárias.

O mandado de segurança apresentado ao STF questiona os efeitos da ampliação e sustenta que muitos produtores possuem títulos anteriores à Constituição Federal de 1988, além de documentação regular das áreas. A decisão de Flávio Dino suspende, por ora, providências administrativas decorrentes do decreto até a realização de audiência de conciliação, que deverá reunir representantes dos produtores, moradores atingidos, União e comunidade indígena.

A decisão é vista pelos produtores como uma chance concreta de demonstrar que as propriedades são legítimas e que o processo de ampliação precisa respeitar a segurança jurídica, o devido processo legal e o direito constitucional à propriedade, previsto no artigo 5º da Constituição Federal.

O tema também se relaciona ao debate nacional sobre o marco temporal. Em 2023, foi aprovada a Lei nº 14.701, conhecida como Lei do Marco Temporal, que trata do reconhecimento, demarcação, uso e gestão de terras indígenas. Para os produtores, a legislação reforça a necessidade de critérios claros e segurança jurídica nos processos demarcatórios.

Em Brasnorte, a comemoração não é tratada como o fim da batalha, mas como uma etapa fundamental. Os produtores rurais afirmam que continuarão mobilizados, ao lado de suas entidades representativas e lideranças políticas, para buscar a revisão da homologação e defender as famílias impactadas pela ampliação da Terra Indígena Manoki.

Para o setor produtivo local, a decisão do STF representa esperança, equilíbrio e a possibilidade de que a verdade documental dos proprietários seja analisada com responsabilidade.

A expectativa agora é pela audiência de conciliação e pelos próximos passos do processo no Supremo Tribunal Federal. Até lá, produtores de Brasnorte seguem atentos, unidos e confiantes de que terão a oportunidade de provar a legitimidade de suas terras e garantir justiça para quem produz, trabalha e contribui para o desenvolvimento do município.

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